quinta-feira, 18 de abril de 2013

Encontro do presente com o futuro


Está escuro, muito escuro, mas mesmo assim quis vir por resta rua escura e sombria.
Entrei na rua normalmente, caminhei a passos normais, não tinha medo, nem sequer  havia motivos para sentir, a rua estava deserta, acho que fui a única.
Fui a única que talvez quis brincar com a própria sorte, talvez fosse isso mesmo que eu desejasse e vi a minha oportunidade nesta rua escura em que o único som que se ouve é o vento a andar por entre as árvores, e longe ouve-se um simples miar e latidos como resposta.
           No entanto outros sons juntaram-se, comecei a ouvir passos, olhei para trás mas não vi absolutamente nada, voltei a andar normalmente. Não havia com o que me preocupar.
Contudo ouvi os passos a ficarem cada vez mais próximos, voltei a olhar para trás mas como anteriormente não vi nada, porem achei melhor apressar os meus passos.
Comecei a sentir calafrios e arrepios, tentei manter a calma, mas o medo começou-se a faz sentir, o mesmo medo que outrora desafiei ao brincar com a minha própria sorte.
          Vi que o fim da rua estava próximo e o medo cada vez mais presente, cada vez mais forte. Corri para a saída porem tropecei e acabei por cair. Nesta altura o medo já é grande, e os passos estão cada vez mais próximos de mim.
Tento levantar-me mas não consigo, os passos param, olho para o lado e vejo uma silhueta mediana, com a cara escondida. Comecei a desesperar.
         Ouço uma gargalhada e volto a olhar e tudo que vejo é alguém igual a mim. No entanto alguém completamente diferente também. Os olhos estavam apagados, e na pela notava-se algumas cicatrizes e tinha uma expressão de raiva, revolta, mas via-se também sofrimento, dor e mágoa. Não estava a perceber o significado daquilo, não percebia o que alguém tao parecido comigo estava ali a fazer, e o motivo de me estar a perseguir.
Então ela simplesmente ajuda-me a levantar e acompanhou-me até ao final da rua, e com um sorriso forçado sussurrou-me: “ Não nos deixes assim!”  

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