sexta-feira, 18 de abril de 2014

Inesperado aguardado

Sentei-me no areal a ver o mar, sinto-me leve com a paisagem é como se o rebentar das ondas levasse os mus problemas e o cheiro salgado me trouxe-se a paz que tanto preciso no momento.
Fecho os olhos e deito-me na areia com o sol a bater-me na cara e o som do mar a me embalar nas minhas próprias memorias. Memorias de nós dois juntos, do tempo em que eramos felizes e de que a única coisa que precisávamos para viver era de um do outro, porque se estivéssemos juntos nada mais importava, pois estávamos completos, era o mundo contra nós.
Hoje pergunto-me o que aconteceu para mudar isso, pelo menos em parte. Visto que eu continuo a não saber viver sem ti, tu por outro lado… tu por outro lado estas a conseguir e muito bem.
Talvez eu esteja a ser patética por viver agarrada ao passado, é talvez seja mesmo, mas prefiro continuar a sê-lo se isso significa o tempo em que conheci a felicidade, o tempo em que estive contigo.
Rodo a nossa aliança n meu dedo, como se isso de alguma forma me fizesse reviver os momentos bons, ela é o que me faz acreditar que tudo foi real, que não passou de uma fantasia ou de um sonho meu.
Volto a sentar-me na areia e olho para a aliança e num momento de raiva e já com lagrimas no rosto atiro a aliança sei que mais tarde me vou arrepender, mas abraço os meus joelhos e continuo a chorar. Choro por ter acabado, choro por não ter forças para esquecer.
De repente vejo uma mão a estender-me a aliança, levanto a cabeça  para ver quem é que me estava a devolver o anel, visto que eu quase podia jurar que estava sozinha ali, naquela praia. Quando vejo quem esta ali, não podia acreditar, não fazia sentido, mas era ele.
Era ele que me estava a devolver a minha aliança, pego na aliança e levanto-me pronta para me ir embora, pois é doloroso demais vê-lo e não o poder ter, mas quanto me afastei um pouco ele segura na minha mão e puxa-me de encontro ao sei peito, abraço-me a ele e sinto o seu cheiro, foi impossível não chorar ainda mais.
Ele abraça-me ainda mais forte entanto me acariciava o cabelo e as costas, numa tentativa de me acalmar, e eu, eu continuei abraçada a ele a chorar.
Pouco depois afasto-me um pouco dele, o suficiente para poder olhar para ele, a minha vontade era de continuar abraçada a ele, e de sentir os seus lábios nos meus. Ele limpa as lagrimas do meu rosto com o polegar e reparo que ele ainda usa a nossa aliança, volto a olhar para o seu rosto e ele beija-me, um beijo cheio de amor e saudades.

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